Arquivo do mês: março 2012

Vida! O Inesperado

Explicar o destino, o inexplicável.

Existe destino? E o livre arbítrio?

Como descobrir o que será seu é o que é seu?

Ou nada te pertence e vc não pertence a nada?

Coisas que acontecem inesperadamente o que é?

Estava traçado? É para ser experimentado? É para evoluímos?

Por que certas pessoas e oportunidades aparecem neste e não naquele momento?

Preparamos-nos pra estar aqui ou é obra do acaso?

Ou o acaso é apenas uma fantasia?

Por que ir por ali e não por aqui?

Por que sentar nesta mesa e não naquela?

Por que conversar com vc e não com outra pessoa?

Porque olhar nos seus olhos, e parar seu sorriso?

Por que parar aqui e não acolá?

Por que vc está aqui comigo?

Vc me entende ou só me ouve?

Isso tudo são escolhas ou são oportunidades que aparecem na sua vida?

São obras traçadas ou do acaso?

Betânia SampaioE a espera…

Temos que esperar ou já chegou o momento?

A pessoa é esta ou ainda não apareceu?

O trabalho é este, ainda não chegou?

Sou pedaço, sou inteira ou sou misturada?

Sou incompleta ou tenho complemento?

Sou eu e vc, sou eu com vc, sou eu e mais vc.

Onde tudo começa… A cada século, ano, mês, dia, minuto ou segundo?

Lembro-me da palavra ¨esperar¨ e junto vem a palavra ¨correr¨ (ir atrás…)

Mas ir buscar o que? Esperar o que?

Qual o caminho, como caminhar? Ou apenas esperar?

Pra mim é bastante desconfortante ¨esperar¨…

Ou é melhor sair atropelando a vida sem presta atenção nos sinais, nas mensagens, nos anjos, nos santos, nos guias, na intuição…

E os sinais vêm da onde? Vem de quem?

Caminhamos em frente, de mãos dadas ou sozinhas, amando e sendo amada, ora de uma maneira, ora de outra.

Alguém nos leva, ou somos nos que traçamos os caminhos?

Estar ao lado, ou estar de lado?

E o destino? E as surpresas?

AmorE o desejo…

Cuidado com o que desejamos saiba que conseguimos.

Conseguimos sempre!

E às vezes não sabemos o que fazer.

Sera que o que chegou merecemos?

É muito ou é pouco? Ou é à medida que nos cabe?

Conseguimos tudo que desejamos ou desejamos e conseguimos?

Quem é mais forte, o desejo ou o acaso, ou são a mesma coisa, são únicos?

Porque um dia temos tudo e outro não? (o vazio)

Porque um dia estamos felizes e outros tristes?

Porque um dia estamos sós e outro dia surge o amor inesperado?

Vida é isso, tudo que nos faz crescer, as perguntas, as dúvidas, a descontinuidades… O inesperado

Pra vc, Betânia Sampaio 20/03/2012

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Verão é cor e pulseira Bem me quer

Vamos aproveitar as duas semanas que restam de verão e abusar nos acessórios coloridos. Vestido longo preto e PULSEIRA BEM ME QUER. Tudo haver. Bjs BetâniaTenis
Betania Sampaio Acessorios
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Pulseira, bem me quer

Quer ver mais PULSEIRA BEM ME QUER: Sobre a Coleção, Publicação, quem usa, Pulseirinha para o verão e …

Sempre na Moda

Minha primeira criação, Pulseira/colar BEM ME QUER criada em 2004, a cada verão com um diferencial nas cores e nos modelos das miçangas, até hoje continua rodando os braços e o mundo, nunca saiu de moda e uma das mais vendidas das coleções da Betânia Sampaio.Publicação BetâniaPublicaçõ

Texto da revista Claudia Ampliado

Publicação Betânia Sampaio

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Cinquentenário da Semana de Arte Moderna

Oi, Betânia, vamos em frente que atrás vem gente. Continue mantendo seu blog como um canal alternativo de comunicação independente entre os arquitetos que estão na contramão da Arquitetura oficial e das revistas do Sul. Com um abração, wolf
 Arquitetura & Realidade

SEMANA QUE ABRIU AS PORTAS PARA A MODERNIDADE BRASILEIRA

Há 90 anos, acontecia em São Paulo, a Grande Semana de Arte Moderna. O evento, segundo os críticos, representou a carta de alforria de independência da cultura brasileira, ao se libertar do domínio cultural europeu, Evento que ocorreu no Teatro Municipal, projeto do engenheiro-arquiteto Ramos de Azevedo de 1911 que, por sinal, acaba de ser revitalizado.Semana de arte moderna

A Semana, na opinião do cineasta e crítico Arnaldo Jabor, acabou ao longo dos tempos, numa espécie de efeitos colaterais, fecundando movimentos e transformações culturais significativos, como a valorização do folclore popular, do barroco mineiro, da  tropicália, do cinema novo e, inclusive, da Arquitetura Moderna brasileira.

A Casa Modernista, de Gregori Warchavchik, de 1923, cujas linhas retas e racionalistas provocaram a ira de arquitetos acadêmicos da época, também só foi possível graças a esse sopro de renovação. Vale ressaltar que o folclore foi supervalorizado pela divina Janete Costa, autora do livro “Viva o povo brasileiro, ao incluir em seus projetos de interiores elementos da cultura popular nordestina. Sem medo de pecar, diria que as bijuterias feitas com fitas e miçangas de nossa amiga Betânia também estariam nessa cadeia de produção criativa.

A Grande Semana, enfim, reuniu expoentes intelectuais, entre os quais, o poeta Mário de Andrade, o principal articulador do evento, autor do emblemático Macunaíma, um herói sem nenhum caráter. Que, na interpretação de muitos, seria a tradução do caráter e índole do povo brasileiro caracterizado pela irreverência, sensualidade, malícia, indolência, malandragem e ingenuidade. Macunaíma, inclusive, foi tema de um filme produzido por Joaquim Pedro de Andrade, com participação do inesquecível Grande Otelo.Tatro municipal

O hit de sucesso “Ai, se eu te pego”, de Michel Teló, seria um reflexo atual disso, assim como foi o “Vira-Vira”, do Mamomas Assassinas. Ou o grito de guerra  “Teeresinhaaa”!do saudoso Chacrinha. Assim, como, foi a canção “Eu vou pra Maracangaia…”,  de Juca Chaves sobre JK e Brasília.. Ou, ainda, os filmes do “caipira “Mazzaropi¨, a exemplo do “Zeca Tatu” e “O corintiano”, que, apesar de marginalizado pela crítica, levou multidões aos cinemas. E, também, as coreografias do genial Paulo Barros, da Unidos da Tijuca, que deverá coreografar a solenidade de abertura da Copa de 2014…

Além de Mário, participaram da Semana, o poeta Menoti del Picchia, Oswald de Andrade, autor do polêmico “Paulicéia desvairada” e da peça “O rei da vela”, encenada, sob a a direção do iconoclasta  Zé Celso, nos anos 70 , pelo teatro Oficina. E Tarsila do Amaral, que depois de sua fase cubista e social, com “Pau brasil” e “Os operários”, inaugurou o movimento antrofágico brasileiro, a tradução mais perfeita, a meu ver, de nosso jeito de ser brasileiro.

Para concluir, invocaria o comentário do crítico Franklin de Oliveira, a respeito do cinquentenário da Semana, registrado na publicação A Grande Semana de Arte Moderna”, coordenada por Yan de Almeida Prado. Ou seja: ¨…a melhor maneira de festejar o cinquentenário (e, agora, os 90 anos) da Semana de Arte Moderna seria criar um novo Modernismo”, frente a um cenário cultural e arquitetônico atual tão carente, refém, ainda, de um mercado imobiliário movido pela especulação e estilos ¨tipo Miami!¨

José Wolf, São Paulo

Pra complementar este texto maravilhoso do meu amigo Wolf, veja os posts da minha amiga Patricia Cassemiro que cita o Chacrinha, um poste que fiz sobre a Janete Costa. 

Bjs Wolf e obrigada por esta leitura deliciosa. Betânia Sampaio