Arquivo do mês: janeiro 2012

Estórias em São Paulo do Wolf e da Betânia

Trecho do Wolf, no post: Cidade Polifônica

¨Aqui, em São Paulo, um dia, saímos juntos, pra mostrar para ela a cidade. Incrível: ela despertou nas pessoas um olhar especial como se fosse uma top model. A ponto de eu, preocupado, chamar a sua atenção, para que maneirasse o andar. – “Oi, Wolf, eu não tenho culpa”, reagiu. Desculpe-me, mulher!¨

 Essa é uma das estórias que nunca esqueci e vou contar que foi um acontecimento bem engraçado.

Marcamos num sábado pela manhã para o Wolf mostrar o centro de São Paulo, com um olhar acima de tudo da ARQUITETURA de SÃO PAULO (não existia pessoa mais indicada), levou-me para conhecer a feirinha da Praça da Republica, os prédios históricos, Copan do Niemeyer, edf. Hilton, edf. Itália, as famosas avenidas (do Caetano), Ipiranga com São João (onde em outras situações passamos algumas horas com amigos conversando sobre arquitetura no Bar Brahma)Betânia sampaio

Betânia e WolfPara o passeio Wolf me preveniu: – Vem simples, então fui de jeans velho, camiseta e tênis, (e claro sem os meus badulaques & banlagandãs que amo). Caminhávamos pelas ruas e as pessoas nos seguiam, mudávamos de calçada e continuavam nos seguindo e o Wolf começou a ficar nervoso e brigar comigo… – Mas, Wolf vim do jeito que me pediu, nem estou usando brincos… Daí ele bem irritado falou – é menina, não adianta vim vestida assim: vc tem dentes bons, cabelo bem cuidado, é alta e tem cara de saúde.

 (Só rindo mesmo… Me fala como evitar… Como mudar a cara de saúde…)

Betania- Wolf

 Agora eu dou risada da situação, no momento fiquei um pouco desesperada com as pessoas em volta olhando pra gente e o Wolf muito, muito bravo.

Vamos embora. E acabou nosso passeio Arquitetônico.

Essa foi a nossa estoria na integra, bjs Betânia Sampaio

Ah! Na quando estava pesquisando achei uma musica do Tom Zé, sobre os Edifícios, Não conhecia esta canção, vc Conhecia? 

A Briga do Edifício Itália e do Hilton Hotel, Tom Zé

O Edifício Itália
era o rei da Avenida Ipiranga:
alto, majestoso e belo,
ninguém chegava perto
da sua grandeza.
Mas apareceu agora
o prédio do Hilton Hotel
gracioso, moderno e charmoso
roubando as atenções pra sua beleza.
O Edifício Itália ficou enciumado
e declarou a reportagem de amiga:
que o Hilton, pra ficar todo branquinho
toma chá de pó-de-arroz.
Só anda na moda, se veste direitinho
e se ele subir de branco pela Consolação
até no cemitério vai fazer assombração
o Hilton logo logo respondeu em cima:
a mania de grandeza não te dá vantagem
veja só, posso até ser requintado
mas não dou o que falar
Contigo é diferente,
porque na vizinhança
apesar da tua pose de rapina
já andam te chamando
Zé-Boboca da esquina
E o Hilton sorridente
disse que o Edifício Itália
tem um jeito de Sansão descabelado
e ainda mais, só pensa em dinheiro
não sabe o que é amor
tem corpo de aço,
alma de robô,
porque coração ele não tem pra mostrar
Pois o que bate no seu peito
é máquina de somar.
O Edifício Itália sapateou de raiva
rogou praga e
até insinuou que o Hilton
tinha nascido redondo
pra chamar a atenção
abusava das curvas
pra fazer sensação
e até parecia uma menina louca
Ou a torre de Pisa
vestida de noiva

Dimitri BR Zélia Duncan – A briga do Edifício Itália com o Hilton Hotel parte 2 – 30 anos depois

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Cidade Polifônica

Betânia, do meu coração: vamos comemorar juntos o aniversário de São Paulo, em seu blog. Viva os 458 anos da cidade!  wolf

São Paulo, 458 anos, UMA CIDADE POLIFÔNICA

   A Paulicéia desvairada”, do poeta modernista Mario de Andrade, a Sampa”, do baiano Caetano Veloso ou o túmulo do samba, na visão equivocada do saudoso poeta Vinicius de Morais ou a cidade das oportunidades”, na opinião de muitos amigos nordestinos, completa no dia 25, 458 anos.

   Uma cidade palimpsesta, em constante mutação, segundo a definiu o arquiteto Antonio Cláudio da Fonseca em sua tese “A produção imobiliária e a construção da cidade”. 

   A cidade polifônica, reconhecida como a maior da América Latina, segundo a louvável interpretação do antropólogo italiano Massimo Canevacci “caracteriza-se pela sobreposição de melodias e harmonias, ruídos e sons, regras e imprevisões…” Em síntese, uma cidade de muitos enfoques, olhares, vozes e leituras. Uma cidade difícil, mas surpreendente e envolvente, até na gastronomia, como o virado à paulista ou o famoso sanduíche de mortadela do Mercadão.

    Ao chegar aqui, nos anos 70, depois de passar pela Universidade Gregoriana, em Roma e pelo “Jornal do Brasil”, no Rio, quando meu editor Fernando Gabeira foi preso pela ditadura militar, me rendi a seus desafios e mistérios. Por indicação do cineasta Maurice Capovila, trabalhei no “Estadão” e, mais tarde, acabei participando da criação da revista AU, a convite do arquiteto Mario Pini. E, também, como editor do boletim impresso do IAB-SP.

     Aqui, enfim, na condição de jornalista, conheci muitos arquitetos, além de muitos amigos, entre os quais a arretada arquiteta-designer Betânia Sampaio, que veio do Recife. Conheci Betânia em Olinda, quando ela, Tereza Simis Borsoi, Vera Menelau,Vitória Régia, Luiz Augusto, Álvaro vieram me convidar para participar de um ciclo de debates organizado, então, nos anos 80, pela antiga Faupe.

    Aqui, em São Paulo, um dia, saímos juntos, pra mostrar para ela a cidade. Incrível: ela despertou nas pessoas um olhar especial como se fosse uma top model. A ponto de eu, preocupado, chamar a sua atenção, para que maneirasse o andar. – “Oi, Wolf, eu não tenho culpa”, reagiu. Desculpe-me, mulher!
Por indicação do arquiteto Acácio Gil Borsoi e minha sugestão, acabou trabalhando no celebrado escritório de Arquitetura Aflalo & Gasperini.José Wolf, Betânia Sampaio

Betânia, Wolf

Comemorando, enfim, o aniversário da cidade, gostaria muito que Betânia desse sua opinião sobre São Paulo, onde ela vive e trabalha há vários anos com seus filhos Victor e Carol. Jornalista José Wolf

Cenas desolação e degradação humana

Gde. Betânia segue texto para seu festejado blog. Publicá-lo, seria pra mim uma questão de honra. Você poderia ilustrá-lo com alguma foto , Com um abração, Wolf
    Arquitetura & Realidade

(a propósito da Operação Cracolândia¨, no Centro de São Paulo)

 Socorro! Na condição de jornalista, cristão e morador do Centro de São Paulo, onde se encontra a chamada Cracolândia, não poderia me calar  quanto à ação repressiva  da “Operação Cracolândia” contra nóias, dependentes químicos ou craqueiros, vítimas do crack. E da exclusão social.

Exclusão social, wolf,  Ação, por sinal, que foi classificada pelo próprio Ministério Público estadual de “precipitada e desarticulada”.

  O cenário arquitetônico de edifícios neoclássicos enriquecidos por cúpulas e portas de ferro esculpidas, que encantaram o arquiteto espanhol Ricardo Bofiil ao visitar São Paulo nos anos 90, transfomou-se, de repente, num palco de cenas jamais vistas, retrato de desolação e de degração humana de uma nova diáspora.jose wolf, centro

   Como zumbis fugitivos de um novo Quilombo, centenas de jovens, incluindo adolescentes, crianças, mulheres grávidas, idosos e até cadeirantes, protegidos por cobertores encardidos  expulsos de velhos casarões onde se abrigavam, vagueiam sem rumo pelas ruas e becos da cidade, entre edifícios de concreto armado. Metrópole polifônica que no dia 25 vai celebrar  458 anos!

   A rua Guaianazes, onde habito, tornou-se um ponto de encontro ou rota de fuga deles, quando se aproxima alguma viatura policial. Afugentados por balas de borracha e bombas de efeito moral correm de um lado para outro. De madrugada, aos montões,

Esses “peregrinos do crack”, conforme os chamou a revista Istoé, transitam pelo asfalto, com seus cachimbos e isqueiros, formando uma verdadeira procissão de excluídos da sexta economia mundial.betania sampaioO ronco estridente de helicópteros, que vigiam a área, me faz lembrar o filme “Apocalypse Now”, do cineasta Francis Coppola, quando soldados norte-americanos tentavam em vão exterminar vietnamitas indefesos, mas resistentes.

   Ao justificar a operação, o governo prometeu clínicas de recuperação para os dependentes. Que ironia! Clínicas num país com serviços de saúde pública tão precários!.

   Um craqueiro aproxima-se de mim e me pede ajuda, sem saber o que fazer, sinto-me impotente, a exemplo de outros moradores da região.

   Um fotógrafo do jornal Estadão, onde trabalhei nos anos 70, pede licença para clicar da minha janela algumas fotos de um grupo de craqueiros amontoados como bichos na esquina. E, surpreso, me indaga: – “Cara, como você consegue viver aqui?¨Alguém irresponsável atira contra eles um saco de plástico cheio de água, colocando em risco a segurança dos moradores do edifício Los Angeles. Outro solta um rojão para afugentá-los;

      Enquanto isso, pergunta-se: o que fazer?

     Brasil, mostra a sua cara”, cantou Cazuza. Com certeza, esses jovens são a cara do Brasil real. De uma parte da população sem educação, saúde e habitação. Em síntese: da exclusão.

     Mas, conforme registrou o jornal “Agora”: a Cracolândia não é um lugar geográfico, mas uma praga que assola todo o país, deixando um rastro de destruição e degradação.

Zele por nós. E por eles, também, Jeová! José Wolf.

Wolf, obedeci seu pedido e preferir estas fotos, não quis ilustrar com mais cenas já tão conhecidas de violência. Obrigada bjs Betânia

ATI tem moveis, objetos e eu

Loja Ati tem Moveis, artesanato, cores e agora minhas Bijus 
Moveis, DecoraçãoBIJUS BETANIAEm dezembro estava caminhando pela Rua Normandia (esta rua tem um charme especial, não acha?) uma loja me chamou atenção, decoração, cores e artesanatos, conhecia a Daniela e Yamara muito receptivas, conversa vai… Conversa vem… Houve uma identificação, nos produtos das lojas com os acessórios Betânia Sampaio. 
LOJA ATIATI tem uma proposta de trabalhar com materiais reciclados, peças únicas e claro considerando a sustentabilidade. Então lá você encontra.. Madeira de demolição, telas, papeis reciclado e machê, cabaça e Acessórios.Betania SampaioAti tem palhaços, bailarinas, tocadores… Vá conhecer-los. Bjs Betânia

Ati Móvies & cia, Rua Normandia, 93 – Moema

Simplicidade e Qualidade

Espaço MÚLTIPLO, (você que me conhece sabe que: diversidade é comigo mesmo).Lá da VendaAdorei o local, com uma decoração primorosa, lembrei-me de Recife, Olinda e da minha infância, os objetos são carinhosamente garimpados. O Espaço tem um clima de uma venda de interior, onde tem de tudo um pouco! Do pinico que serve como elemento decorativo, (da uma olhada ele pendurado abaixo. Dei muita risada meus filhos nunca tinham visto ¨um pinico¨ e teimaram dizendo ser uma panela) até é claro as Bijus Betânia Sampaio (já que o local combina comigo quis esta lá na venda). Betânia SampaioSe tiver mais um tempinho tem restaurante para um almoço delicioso ou um cafezinho com pão de queijo, depois conto mais sobre a culinária deliciosa do local. Lá da Venda, não sei se é um Restaurante que tem uma loja ou uma Loja que tem um Restaurante, de tão perfeito que são os dois serviços.Arquiteta Betânia Sampaio

Então conheça a loja La da Venda,  dê uma ¨espiadinha¨ nos meus acessórios. Bjs. Espero que goste!

Arqª Betânia, La da VendaLa da VendaBetania SampaioLa da Venda, Rua Harmonia, 161 – Vila Madalena

Quem manda no meu carro?

Até que ponto vai nossa liberdade!

Ontem fui jantar com um amigo que estacionou o carro numa vaga de uma loja (que estava fechada), ao lado do restaurante que fomos.

Em seguida veio o manobrista pedindo a chave do carro, ele explicou educadamente: Obrigado, mas o carro já esta estacionado. Ele não contente foi chamar o seu supervisou. No momento que entravamos no restaurante ele insistiu em que déssemos a chave do carro, meu amigo novamente explicou pacientemente: não vejo problema onde o carro esta estacionado, porque te dar a chave do carro? a vaga não é do restaurante, é da loja ao lado, o carro esta bem estacionado e ainda tem coisas pessoais no carro e não quero dar a chave ao manobrista. (ele havia acabado de chegar de viagem e no carro tinha coisas pessoais).

Ao entramos no Restaurante Alma Maria, inaugurado a um mês, veio a holsters pedir para darmos a chave do carro ao manobrista, mais uma vez foi explicado (….toda a estória lá de cima…). Sentamos, depois de 5 minutos… A atendente do restaurante volta insistir em que déssemos a chave do carro. Meu amigo disse que iria embora, o Meitre quando viu aquela situação veio ¨socorrer¨, pediu desculpas e tentou melhorar a ¨primeira impressão¨ que tivemos do lugar. Sabe aquela frase: ¨Você nunca terá a segunda chance de causar a primeira impressão¨.

Gente!!! Hoje não temos mesmo escolha… Praticamente as pessoas querem ¨arrancar as chaves da sua mão para em seguida fazer vc pagar por mais uma serviço¨(neste caso totalmente desnecessário). A impressão que tenho do Restaurante Alma Maria é que o serviço de valet não é terceirizado, e sim do próprio restaurante (pois, não identificamos o nome do serviço) e claro que eles querem lucrar por mais este serviço que custa R$18,00 (dezoitos reais). Alguns restaurantes hoje já têm sua própria equipe de valet como o Restaurante Josephine, que ao contrario do exemplo acima funciona muito bem.Restaurante Alma Maria

Mas… O local favorece para uma noite agradável, boa comida, decoração caprichada, fácil localização, claro, se não consideramos o imprevisto da entrada, mas considerando a cuidado do Meitre e alguns garçons em se redimirem. Eu recomendo, vá conhecer. Betânia Sampaio

Ah! Adorei o nome do Restaurante. Betânia Sampaio